segunda-feira, 25 de junho de 2012

São João da Escola Cônego Deusdedith foi um sucesso


Comemorando as festividades juninas, a Escola Municipal Cônego Deusdedith entrou no clima do forró. Alunos e professores se produziram no estilo "matuto" para homenagear o centenário de Luiz Gonzaga. O início da programação aconteceu com um desfile pelas principais ruas de Vila Urucuba, distrito de Limoeiro. A comunidade saiu para prestigiar e vislumbrar os trajes típicos desta festa tão genuinamente nordestina.

No ritmo do arrasta pé, alunos, professores e pais; adentram na escola que se tornara num grande “arraiá”, com enfeites e apetrechos típicos das festas juninas. Sob os muitos aplausos da comunidade escolar a gestora Lúcia Cipriano deu início à festança, que contou com o desfile do Rei do Milho, Rainha do milho e as Princesas do Milho. A turma do Nivel 1 foi quem deu início a toda brincadeira ao som da canção Lá no meu pé de serra, de Luís Gonzaga, com a orientação da Professora Flávia.

                Quem também fez bonito foi as turmas A e B do Nível 2, que teve as orientadoras Elza Marques e Érica Virgínia. Os alunos colocaram “pra quebrar” na canção do “Velho Lula”: Nem se despediu de mim. Já a professora Benedita ficou responsável pelo 1º Ano A, que entraram no arraiá ao som da canção gonzagiana Cintura Fina.


                Logo após, foi a vez dos alunos do 2º Ano A e B. Sob os cuidados das professoras Pietronila D´Angêla e Michela, eles encantaram ao público dançando uma velha canção de Luís Gonzaga intitulada Piriri. Já o 3º Ano entrou com todo gás e mostrando como se dança forró. A coreografia dirigida pelas professoras Lúcia Nascimento e Givanilda Cavalcante teve como fundo musical a canção A Dança da Peneira. Cordel e coreografia se misturaram com a belíssima apresentação da 4ª Série A. As professoras Fátima e Joelma tiveram bastante trabalho, mas a beleza da apresentação compensou cada gota de suor.

                Como maneira de oportunizar a integração social entre escola e comunidade, o grupo PIM (Programa Idosos em Movimento, tendo a monitora Alexsandra), formado por pais e avós dos alunos, participaram da festança mostrando como se dança uma verdadeira ciranda. O público aplaudiu a bela apresentação da “melhor idade”, mostrando que o ritmo no pé não tem idade.

                Depois foi a vez dos “grandinhos” a Quadrilha do PETI também garantiu um lindo arrasta pé. Logo em seguida uma das grandes atrações entrou no palhoção: a Quadrilha do Cônego Deusdedith – Forrozando nos 100 anos do Gonzagão. Os componentes formado por alunos de 5ª a 8ª Série, garantiu a alegria dos presentes. A coreografia dos professores Thiago Carvalho e Fátima Moura contagiou todo mundo, que ficaram nas palmas e no ritmo do pé.

          Para fechar com chave de ouro toda essa festança do Arraiá da escola Cônego Deusdedith, os presentes ficaram ao som de Índio Show. Aí, foi só cair no ritmo do forró, baião e arrasta pé. O velho Gonzagão se fez presente ao evento em suas canções, nas fantasias, e nos sorrisos dos alunos, mostrando que a Cultura Popular e a Tradição Nordestina se mantém viva nos corações de todos os que fazem esta escola.

            Confira outras fotos:









 












 










sexta-feira, 8 de junho de 2012

Escola Cônego Deusdedith já está no ritmo do Gonzagão


A Escola Cônego Deusdedith já está toda ornamentada e nos últimos preparativos para os festejos juninos. A programação vai contar com danças juninas, casamento de matuto, coroação do Rei e da Rainha, e muito mais! E quem vai garantir o ritmo do nosso arraiá é o cantor Índio Show. O São João da Escola Cônego Deusdedith vai ser bão de mais pessoá. Ocê é o nosso convidado especiá!


Alunos e professores visitam Câmara dos Vereadores de Limoeiro

Alunos assistiram de perto o papel dos vereadores
 No intento de promover a consciência do civismo e cidadania, 60 alunos da 4ª série da Escola Cônego Deusdedith visitaram a Câmara dos Vereadores de Limoeiro, na tarde do dia 27 de março. Os estudantes foram recepcionados pelo presidente da casa, o vereador José Nilton (PTB) que os conduziram para conhecer as instalações, funcionamento do Poder Legislativo no município e o papel que exerce os parlamentares.

Para o aluno Dayvson Martins o momento foi muito proveitoso, tornando-se uma tarde bem diferente e curiosa. “Nunca tinha vindo a Câmara dos Vereadores, eu só escutava pelo rádio em minha casa. Queria poder ir outras vezes”, disse satisfeito.

O vereador Zé Nilton (centro) preside a sessão extraordinária
  Os estudantes puderam assistir e fazer perguntas na reunião extraordinária, onde viram de perto os tramites legais, e os requerimentos da pauta do dia, além da forma democrática de agir em seus discursos demonstrado pelos os vereadores presentes naquela sessão.
Os presentes escutam a leitura da ata anterior
 Acompanhando os alunos, os professores Fátima Moura e Joelma Barbosa e Antônio Severino, junto com a coordenadora pedagógica Fabiana Moura tiveram uma pequena apresentação sobre as resoluções que são tomadas na Câmara dos Vereadores e a influência dessas ações em nosso cotidiano. Aproveitando o ensejo a professora Fátima sugeriu ao vereador Zé Nilton o levantamento de fatos históricos da Câmara dos Vereadores para que as futuras gerações possam ter acesso a esses dados históricos, afinal é considerada a casa de todo limoeirense.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Projeto Meio Ambiente Gestão de sobrevivência


                Um dos grandes problemas que o mundo hoje enfrenta é a questão ambiental. Nossa escola preocupada com essa realidade vem desenvolvendo projetos de conscientização com nosso alunado e comunidade sobre o meio ambiente. Esse projeto tem a intenção de instigar nossos estudantes sobre a problemática de água que abastece a escola e a comunidade, como também o solo e o lixo.

                Através deste projeto esperamos ampliar a realidade, estimulando, assim um caminhar em direção a melhoria da qualidade de vida, bem como, nossa interferência no meio ambiente. Confira algumas fotos do projeto:

Alunos percorreram a comunidade em busca de material reciclado

Professores auxiliaram os alunos em suas buscas

Gestora Lúcia Cipriano dá as boas vindas aos alunos e inicia a Gincana "Educação Ambiental"

Alunos, professores e comunidade atentos ao documentário: A influência dos Povos Indígenas e Afro-brasileiros em Vila Urucuba. O documentário também foi totalmente produzido pela escola.

Nos trabalhos e tarefas, os alunos especiais também tiveram sua vez!

Peças teatrias também fizeram parte das tarefas apresentadas pelos alunos

O sentimento de preservação ambiental foi sempre lembrado nas apresentações

Muitos alunos capricharam nas roupas temáticas

A gincana também contou com produções de textos e paródias

Os alunos transformaram o "lixo" em diversos tipos de brinquedos, como casinhas, vai e vém, carrinhos e muitos outros

Professora Pietronila explica aos avaliadores como funciona o brinquedo educativo criado pelo aluno

Um das apresentações mais aguardadas pelos alunos foi o desfile da Miss Rainha da Sucata

Diversos alunos soltaram a imaginação e mostraram que é possível fazer arte com o "lixo"

Garrafas de refrigerante e Cds que era jogado no lixo se transformaram em brinquedos criados pelos alunos

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Projeto escolar Cultura e Identidade

Figura 1 - Rio Tracunhaém (Em Tupi: Panela de Formigueiro)
Figura 2 - Moradora lava roupa no rio
 Durante os meses de abril e maio de dois mil e doze, corpos docente e discente, bem como toda a comunidade de Vila Urucuba, onde está localizada a Escola Municipal Cônego Deusdedith, mobilizaram-se para a realização do vídeo documentário A Influência dos Povos Indígenas e Africanos em Vila Urucuba, como parte do Projeto Resgatando a Origem histórica de Urucuba. A partir desse trabalho, procurou-se mostrar as influências das culturas afro-brasileiras e indígena na construção histórica do distrito que pertence ao município de Limoeiro, tomando como base a resposta a alguns questionamentos. Como eles chegaram à localidade? O que fizeram? De que forma contribuíram para a formação de Vila Urucuba? Onde estão, hoje, os seus descendentes? 

Figura 1 - Alunos aprendem na prática o plantio da batata
Figura 2 - Aluno arranca a macaxeira do solo
  O projeto tem como objetivo o cumprimento das determinações previstas nas leis 10.639/03 e 11.645/08 que juntas alteraram a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional visando incluir a obrigatoriedade do ensino da “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” no currículo oficial da rede de ensino do Brasil. Para tanto, nós que fazemos a Escola Municipal Cônego Deusdedith decidimos cumprir as determinações da lei aplicando-a a realidade da comunidade onde a instituição está localizada com o intuito de fazer com que nossos alunos reconheçam a presença das culturas africana e indígena no seu cotidiano e, assim, passem a valorizá-la cada vez mais.

Figura 1 - Artesã Maria de Lourdes confeccionando cachimbos
Figura 2 - Sr. José Manoel iniciando um balaio (cesto de cipó)
O projeto apresentado à Comissão do Selo UNICEF Município Aprovado Edição 2009-2012 engloba os registros de tudo que fez e faz parte da história de Urucuba, localidade onde reside o nosso corpo discente, conseguido através da rotina de pesquisa, aulas passeio e entrevistas que acompanharam o andamento de todo o projeto. 

Figura 1 - Gestora Lúcia com alunos no Engenho Guabiraba
Figura 2 - Restos de algumas máquinas do engenho
Em nosso documentário, procuramos mostrar alguns costumes dos índios e negros, como o ato de moer milho entre duas pedras para fazer o xerém e o fubá, a pescaria do “jereré” e anzol, a lavagem das roupas no rio utilizando apenas como suporte a pedra; e a fabricação da farinha de mandioca com peças artesanais. Dentre as atividades econômicas perpetradas pelos antepassados e que até hoje são praticadas pelos moradores da comunidade encontramos as plantações de batata doce, feijão, mandioca e inhame.

Figura 1 - Capela de Santa Ana, no Engenho Guabiraba
Figura 2 - Prof.ª Pietronila explica sobre a história da capela

No artesanato, prática desenvolvida entre os índios como forma de desenvolver o espírito coletivo, destacamos a arte de fazer objetos com cipó e a confecção de cachimbos de barro confeccionados por membros da comunidade e levados para diversos estados do Brasil, como Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. Mostramos também um lugarejo chamado Cruz de Pedra. Na localidade, D. Maria, moradora da comunidade, contou a história do confronto envolvendo um grupo de índios e um padre, que resultou na morte do religioso.

Figura 1 - Pescaria com uso do jereré
Figura 2 - Moradores pescam no Rio Tracunhaém
O rio que banha o distrito de Urucuba, onde é praticada a pescaria e cujas águas servem para abastecer a comunidade, irrigar as plantações e criar animais também foi lembrado. O Tracunhém, como é chamado, é um nome de origem tupi que significa “panela de formiga” ou “formigueiro”. Visitamos, ainda, o Engenho Guabiraba, o mais importante da história de Urucuba e cujo dono era pai do Cônego Deusdedith, patrono da nossa escola e que tinha o desejo de libertar todos os escravos do engenho. Para lá, no passado, foram levados muitos escravos. Esse projeto foi trabalhado de maneira interdisciplinar, tendo como objetivo principal o estudo das origens de Urucuba. Entretanto, a temática cultura afro-brasileira e indígena já vem sendo vivenciada na escola em momentos especiais, como a Jornada Pedagógica Interdisciplinar, evento que acontece uma vez ao ano e que trabalhou o tema em dois mil e onze.

Figura 1 - Sr. Reginaldo explica sobre o moinho de pedra
Figura 2 - Sra. Marinete e alunos no forno da casa de farinha
Em anexo a esse relatório, segue o DVD, onde está registrado o nosso documentário, as autorizações do uso de imagem, um recorte do Jornal Viver Notícias, através do qual conseguimos divulgar para os moradores de Limoeiro e outros 16 municípios (Agreste Setentrional, Mata Norte e Região Metropolitana do Estado) o nosso projeto e fotos da Jornada Pedagógica Interdisciplinar e do momento das entrevistas feitas pelos nossos alunos para a composição do documentário.

Figura 1 - D. Maria explica a influência indígena na localidade
Figura 2 - A moradora aponta onde havia uma cruz feita de pedra